
A demanda por galpões logísticos e industriais padrão A e A+ impulsionou resultados históricos no mercado imobiliário logístico em 2025, segundo levantamento da Binswanger Brazil, uma das principais consultorias do setor. O estudo aponta que empresas de e-commerce, varejo tradicional, operadores logísticos e indústrias farmacêutica e de alimentos e bebidas foram decisivas para o desempenho recorde em absorção líquida, valorização dos aluguéis e queda da taxa de vacância ao longo do ano.
Esse movimento reforça a consolidação dos condomínios logísticos modernos como ativos estratégicos para empresas que buscam eficiência operacional, localização estratégica e infraestrutura de alto padrão.
Absorção líquida em alta e vacância em queda
No quarto trimestre de 2025, a absorção líquida de galpões logísticos, indicador que mede a diferença entre novas locações e devoluções de áreas, atingiu 804 mil metros quadrados, refletindo o forte aquecimento do setor. Paralelamente, a taxa de vacância caiu para 7,5%, abaixo dos 8,4% registrados no mesmo período de 2024, sinalizando um mercado cada vez mais competitivo e com menor disponibilidade de áreas de qualidade.
Para empresas que buscam aluguel de galpões logísticos e industriais, esse cenário indica maior seletividade e valorização dos empreendimentos bem localizados, especialmente próximos aos grandes centros consumidores e eixos logísticos.
Valorização dos aluguéis reforça atratividade dos ativos logísticos
O aumento da demanda também impactou diretamente os preços. O valor médio de locação por metro quadrado registrou alta de 9,4% em 2025, passando de R$ 26,62, no final de 2024, para R$ 29,12 ao término do ano.
Essa valorização reforça o potencial de retorno dos imóveis logísticos e industriais, especialmente em regiões consolidadas, com boa infraestrutura viária e acesso facilitado às principais rodovias do país.
E-commerce lidera a ocupação de galpões logísticos no Brasil
O levantamento da Binswanger mostra que o e-commerce segue como o principal motor da ocupação de galpões logísticos no Brasil. Mercado Livre, Shopee e Amazon lideram o ranking dos maiores ocupantes, com aproximadamente 2,484 milhões de m², 1,149 milhão de m² e 644 mil m², respectivamente.
Na sequência aparecem Magalu, com 511 mil m², e a DHL, com 370 mil m² ocupados, confirmando a forte presença de operadores logísticos e grandes varejistas na absorção de novos espaços.
Crescimento do estoque, mas com absorção consistente
Ao final de 2025, o estoque total de condomínios logísticos e industriais padrão A e A+ alcançou 34,8 milhões de metros quadrados em todo o Brasil. Apenas no último trimestre, foram entregues 889 mil metros quadrados de novos empreendimentos.
Mesmo com o aumento da oferta, o volume de novas entregas não foi suficiente para interromper a tendência de redução da vacância, evidenciando a força da demanda por galpões logísticos modernos, bem localizados e com padrão construtivo elevado.
Perspectivas para 2026: mercado ativo e novas oportunidades
Para 2026, a Binswanger projeta uma absorção líquida de aproximadamente 2,8 milhões de metros quadrados no segmento de imóveis logísticos e industriais. Com a previsão de entrada de cerca de 4 milhões de metros quadrados de novo estoque, a taxa de vacância pode chegar a 9,9%.
Esse cenário indica um mercado ainda aquecido, com maior oferta disponível, abrindo oportunidades estratégicas tanto para empresas que buscam locação quanto para investidores interessados em ativos logísticos no Brasil.
Texto baseado na publicação do site Tecnologística




