A expansão do comércio eletrônico intensificou a disputa logística entre plataformas digitais. Empresas como Shopee e Mercado Livre ampliam rapidamente suas redes de distribuição para reduzir prazos de entrega e melhorar a experiência do consumidor.
Esse movimento tem impacto direto no mercado imobiliário logístico. A demanda por galpões modernos e bem localizados cresce à medida que essas empresas expandem suas operações no país.
Baixa vacância aumenta valor dos ativos logísticos
O mercado de galpões logísticos apresenta níveis de vacância cada vez menores. Em muitos casos, a taxa fica entre 5% e 10%, concentrada principalmente em ativos de menor qualidade.
Com poucas áreas disponíveis, operadores de e-commerce passaram a investir em projetos built-to-suit (BTS). Nesse modelo, o imóvel é desenvolvido sob medida para atender às necessidades logísticas da empresa.
Além disso, o custo de construção aumentou nos últimos anos. Em alguns projetos, o valor do aluguel pode chegar entre R$ 35 e R$ 40 por metro quadrado, patamar que parecia improvável há poucos anos.
Mercado Livre lidera ocupação logística no Brasil
Entre as empresas de e-commerce, o destaque continua sendo o Mercado Livre. A companhia ocupa aproximadamente 3,74 milhões de m² distribuídos em dezenas de instalações logísticas no país.
Já a Shopee vem ampliando rapidamente sua presença logística. A empresa soma cerca de 1,65 milhão de m² distribuídos em mais de 100 instalações.
Apesar da diferença de escala, as duas companhias adotam estratégias distintas. Enquanto o Mercado Livre aposta em centros de distribuição maiores e mais concentrados, a Shopee utiliza uma rede mais pulverizada de estruturas menores para aproximar estoques dos consumidores.
Impacto positivo para fundos imobiliários logísticos
O crescimento do e-commerce também beneficia os fundos imobiliários (FIIs) especializados em galpões logísticos.
Esses fundos encontram novas oportunidades de locação e desenvolvimento de ativos sob medida para grandes operadores. Um exemplo recente envolve projetos construídos especificamente para operações logísticas de plataformas digitais.
Com demanda crescente e vacância reduzida, muitos ativos logísticos conseguem manter ocupação elevada e contratos de longo prazo. Isso fortalece a geração de receita recorrente para os fundos do setor.
O futuro do mercado logístico no Brasil
A competição entre plataformas digitais deve continuar impulsionando investimentos em infraestrutura logística no Brasil.
Para atender consumidores cada vez mais exigentes, empresas precisam ampliar centros de distribuição e melhorar a eficiência da cadeia de suprimentos. Esse cenário tende a sustentar a procura por galpões logísticos modernos, bem localizados e próximos aos principais centros urbanos.
Com isso, o segmento logístico permanece entre os mais dinâmicos do mercado imobiliário.
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Texto baseado na publicação do InfoMoney.


