O mercado de galpões logísticos no Brasil encerrou 2025 com forte dinamismo e expansão territorial, consolidando um cenário de alta atividade e equilíbrio entre oferta e demanda no setor. Segundo a pesquisa First Look, realizada pela consultoria JLL, o país adicionou cerca de 3 milhões de metros quadrados (m²) em novo estoque de galpões — o maior volume desde 2022.
Mercado em expansão e vacância em queda
Um dos destaques do desempenho do setor foi a queda da taxa de vacância nacional, que fechou o ano em níveis historicamente baixos, refletindo a absorção consistente dos novos espaços por parte de operadores logísticos, varejistas e empresas de comércio eletrônico.
Além do volume entregue, o preço médio de locação também registrou alta de quase 8% em 12 meses, com valores médios por volta de R$ 30,7 por metro quadrado — um indicador claro de valorização e demanda aquecida por ativos logísticos no país.
Expansão geográfica e diversificação dos investimentos
Em 2025, foram entregues 81 empreendimentos logísticos distribuídos por 19 estados brasileiros, sinalizando que os investimentos não estão concentrados em apenas algumas regiões especiais, mas se espalham pelo território nacional. Desses projetos, 39 corresponderam à expansão de condomínios existentes e 42 foram implantados em novas localidades.
São Paulo se manteve como principal polo logístico do Brasil, respondendo por cerca de 1,5 milhão de m² das novas áreas entregues — aproximadamente metade de todo o novo estoque nacional. A região também apresentou valores de aluguel superiores à média nacional, reforçando sua importância estratégica para operações de grandes players.
Demanda sustentada por e-commerce e varejo
Grandes operações de varejo e comércio eletrônico continuaram a impulsionar a ocupação no segmento de galpões logísticos. Empresas como Mercado Livre e Shopee estiveram entre as maiores responsáveis por movimentar a demanda, com contratações significativas em centros distribuidos no país.
Perspectivas para 2026
As projeções para 2026 apontam para a continuidade do ritmo observado em 2025, com novas entregas programadas e absorção gradual do estoque em diferentes regiões. Fatores estruturais como a expansão do e-commerce, reorganização das cadeias produtivas e estratégias de regionalização de operações devem sustentar o crescimento do mercado logístico brasileiro nos próximos anos.
Texto publicado no site Eletrolar News


