
O mercado imobiliário logístico segue aquecido e cada vez mais sofisticado. Um movimento recente de captação de R$ 316 milhões por um fundo imobiliário de logística reforça uma tendência clara: a expansão dos investimentos para além do tradicional Raio 30 da capital paulista, buscando ativos bem localizados, com alta qualidade construtiva e forte demanda operacional.
A operação evidencia não apenas o apetite dos investidores institucionais, mas também uma mudança estratégica na forma como empresas e fundos enxergam a geografia logística do Estado de São Paulo.
A mudança do eixo logístico: do Raio 30 para o Raio 60
Historicamente, regiões como Guarulhos, Cajamar, Barueri e Itapevi concentraram grande parte dos investimentos em galpões logísticos, por estarem dentro do chamado Raio 30 km da capital. No entanto, a escassez de terrenos, o aumento dos preços e a maturidade desses mercados vêm impulsionando a busca por novas fronteiras logísticas.
Municípios como Jarinu (SP), localizados em um raio mais amplo, ganham protagonismo ao oferecer:
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Acesso estratégico às principais rodovias do estado
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Conexão eficiente com a capital e com outros polos regionais
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Custos mais competitivos de ocupação e desenvolvimento
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Capacidade de atender operações de distribuição nacional
Essa combinação torna o Raio 60 uma alternativa cada vez mais relevante para centros de distribuição, operadores logísticos e indústrias.
Portfólio adquirido: ativos logísticos consolidados e 100% locados
Os recursos captados foram destinados à aquisição de quatro galpões logísticos em Jarinu, todos totalmente locados, um fator essencial para investidores que buscam previsibilidade de receita e menor risco operacional.
Entre os ocupantes estão empresas de grande porte e atuação nacional, como:
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L’Oréal, que instalou um centro de distribuição com mais de 60 mil m², atendendo todo o território brasileiro
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Grupo MCassab, com atuação nos setores químico, saúde e varejo
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Empresas dos segmentos automotivo e industrial, reforçando a diversificação do portfólio
A presença de locatários sólidos, contratos de longo prazo e padrão construtivo elevado posiciona esses ativos dentro do perfil mais demandado do mercado logístico atual.
Estrutura financeira e perfil de investimento
A operação foi estruturada com diferentes classes de cotas, permitindo atrair investidores com perfis distintos de risco e retorno. Esse tipo de modelagem financeira é cada vez mais comum no setor e contribui para viabilizar grandes aquisições de imóveis logísticos de alta qualidade.
Além disso, o foco em ativos estabilizados reforça uma estratégia voltada não apenas à geração de renda, mas também à valorização imobiliária no médio e longo prazo, acompanhando a expansão da malha logística paulista.
O que esse movimento indica para o mercado imobiliário logístico
A captação e a alocação desses recursos sinalizam tendências importantes para o setor:
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O mercado logístico vai além da capital e se consolida em novos eixos regionais
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Ativos fora do Raio 30, quando bem localizados, já fazem parte do radar dos grandes investidores
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Empresas priorizam eficiência logística, acesso rodoviário e escalabilidade operacional
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Municípios do interior paulista ganham relevância como hubs estratégicos de distribuição
Para empresas que buscam galpões logísticos, indústrias em expansão e investidores imobiliários, entender esse movimento é fundamental para antecipar oportunidades e tomar decisões mais estratégicas.
Como uma consultoria imobiliária logística pode apoiar esse cenário
Em um mercado cada vez mais técnico e competitivo, contar com uma consultoria imobiliária especializada em logística e indústria faz toda a diferença. A análise de localização, vocação regional, infraestrutura e perfil do ativo é decisiva para o sucesso de uma operação, seja para ocupação própria ou investimento.
A expansão além do Raio 30 mostra que estratégia logística hoje é geografia inteligente, não apenas proximidade da capital.
Publicação adaptada da notícia do Metro Quadrado.




